HAHA

"Imagino que sempre se possa ter esperança."

Stephen King

"Prenda-se ao seu foco. Essa é a diferença entre uma boa pintura e apenas mais uma imagem entulhando um mundo repleto delas."

Stephen King

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Notícias de Madrid...

Afinal, depois de uma semana na "terra" sinto que voltei. Trouxe um baú cheio de novidades e o coração apertado de saudades, daqui e de lá...
Começando a contar:
Em primeiro lugar, falar da viagem – não foi fácil carregar aqueles tubos!! Sem minha amiga Elisa teria sido quase impossível e, verdade seja dita, chegamos com os ombros arriados pelo “peso da arte”... No dia seguinte da chegada ainda tivemos que enfrentar a realidade daquelas intermináveis escadas até o apartamento e o desespero diante de uma fechadura que se recusava a nos permitir entrar em casa...
Enfim acabamos vencendo a resistência da fechadura e todos os dias nos esforçávamos para, como Polyana, jogar o “jogo do contente” e pensar que as escadas serviriam para firmar os músculos da perna, que era muito bom um exercício diário (na verdade, tudo o que queríamos era um elevador!!!)
E aí chegou o dia da exposição, que ganhou o bonito nome de “La Sensibilidad y la Memória”, baseado na crítica de Fernando Rincón. Foi ótima, muito boa. Deu tudo tão certo que já tenho agendada nova ida pra Madrid. Irei em Junho-Julho pra uma outra exposição, também na Galeria ARTECOVI, desta vez uma coletiva de gravura, fotografia e escultura (é aí que eu entro).
Apesar de sempre linda, salerosa, desta vez Madrid me pregou uma peça: um inverno quase quentinho, com temperaturas entre 18 e 20 graus durante o dia... E eu louca por um friozinho de rachar, pra ver neve, brincar com a neve, deitar na neve... Mas segundo a guia do El Escorial, “este inverno está sendo surpreendentemente benévolo"!!!! Mas, quente ou fria, Madrid é sempre a cidade florida, de boulevares pra passear, de mil Cafés onde se pode tomar de colherinha um maravilhoso chocolate quente, bem grosso, e comer tapas, bocaditos, montaditos, pulguitas, croquetas, etc...
Estar em Madrid significa ter oportunidades maravilhosas - ver uma exposição, de Modigliani, outra de Picasso, outra de Velazquez e outra e outra e outra... Conhecer melhor a nova ala do Prado, visitar o Museu de América, a Casa Encendida, ver as exposições na Conde Duque... Passo o tempo lá bebendo essas belezas, aprendendo os caminhos passados, presentes e futuros da pintura e da escultura, absorvendo tudo que posso. E, verdade seja dita, estar em Madrid é também se beneficiar de suas lojas fantásticas, sobretudo em época de “rebajas”...
Estar em Madrid significa também viver com os amigos madrileños - F A N T Á S T I C O S!!!!!!! Os "meninos", Adrianne e Marcos Souza, João e Julieta - pessoas ímpares, me enchem de vontade de fazer outro ninho, cheio de filhotes, e me pavonear, me orgulhando pela amizade deles!!! E Lívia, minha boa amiga, que me abrigou de novo em seu teto espanhol, com todo carinho; e Regina e Paulinha, amizades criadas e cultivadas desde tempos tão antigos que me atrevo a considerá-las familiares; e Puri, espanhola que “habla nuestra lengua”, assim mesmo... e sua filha Mercedes, que além de espanhola é também "paulista", e com que orgulho!!! E ficar honrada com a bonita amizade de Manoli Ruiz, que me recebeu em sua casa e me apresentou a sua família, pessoas preciosas, doces, amáveis. Significa também me sentir prestigiada pelo apoio da Embaixada do Brasil, ficar feliz com as boas palavras ouvidas de dña Esmeralda, diretora da Fundación ECOVI, do Conselheiro José Luiz Vieira, Adido Cultural da Embaixada do Brasil, e de Fernando Rincón, crítico de arte, na abertura da exposição. E me sentir contente pela presença dos amigos do Consulado. E me sentir apavorada diante de microfones e câmeras de TV nas muitas entrevistas...
E muito, muito mais...
Mas isso fica pra próxima vez

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